quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O significa Iniciação

Dando continuidade aos esclarecimento sobre iniciação no candomblé falaremos sobre como tiudo começa.

A primeira manisfestação do Orisa em uma pessoa chamamos de Bólónan - que é bolar no santo que ocorre geralmente de forma bruta e sem qualquer previsão, pode ser durante uma festa ao se cantar para um determinado Órisá simplesmente a pessoa cai no chão inconsciente dos seus atos, apresenta tremores e sobressaltos involuntários. Este momento é visto como o primeiro apelo do òrisá à iniciação. Bolar vem de embolar, que no Yorubá é Bólónan traduzindo: Bó= cair; lónan = no caminha. Quando acontece nas casa de candomblé a pessoa é coberta com um pano branco, então a Iyálaorisá ou Babalaorisá solicita para cobrir com pano branco, se for mulher somente as mulheres carregam para o Hunkó é conversado com Òrisa é desvirada e informada sobre o fato, se for de desejo da pessoa permanece para iniciação. Na maioria das vezes volta para casa para ser decidido mais tarde; se permanecer no terreiro, será na qualidade de Abíyán para manter contato com as pessoas intergantes da casa. Ressalto que nas casas de Ketu não há necessidade de Bolar a pessoa no santo salvo algumas exeções.

INICIAÇÃO

É chegada a grande hora, no candomblé, cada caso é um caso diferente, onde a cautela, observação e disciplina são fundamentais para um trabalho sério e que envolve a própria estrutura das pessoas a princípio será designada uma pessoa para ser a Ajíbónãn responsável de acompanhar a iniciante em todos os momentos como sua mãe-criadeira. A iniciação começa com a entrada da pessoa no candomblé, primeiro dois dias para descansar longe dos problema do cotidiano, depois é relizado os Ebós de acordo com a determinação dada por Ifá(jogo), após tomará banhos com sabão da costa e de folhas Ewé Asé ou Agbô. Apartir daí o confinamento é total no Hunkó para começa com ritual a Èsù depois Borí e durante os 17 dias que virão realizam-se diversos ritos como:Gérun o corte dos cabelos, Obé Fária raspagem da cabeça este ato é feito com o Iyáwo acordado. O cabelo representa força, dar o cabelo para Órisá é um ato de submissão e renovação, pois os cabelos ao nascer novamente vem com força edo òrisá é feito os Gbéré que são cortes no alto da cabeça em forma de cruz é coberto com pó de Atin nos de Ketu além dos Agbéré no corpo acreditamos entendemos que o Asé será absorvido também através do poros.
É feito o Káro, o juramento do Iyawó diante dos Igbá-Ori coloca-se em suas mãos os búzios para ela mesma jogar e o dirigente faz os òfos e interpretação para das caídas e conhecimento do Odú do Iyawó.
A iniciação é a sagralização da cabeça para o habitat do Órisá durante um certo período quando o òrisa se manifesta ele vem para refroçar a vitalidade do seu filho, assim como a energia que vai espalhar para toda comunidade.
A cabeça é raspada, sagralizada pelo sangue dos animais e pintada porque essa pintura possui vários sentidos como já falado anteriormente.

A primeira saída o Iyawó vem de cabeça baixa todo pintado de branco com Ikódíde e o Osun, fezando pawó em frente da porta de entrada e aos atabaques. O òdíde é um passáro sagrado por ser o único animal que fala sua pena vermelha é usada no sentido lembrar o sangue menstrual da fertilidade e dar o poder de abrir a fala do Iyawó.
As pintura de Wáji e do Osún são realizadas com Iyawó manifestada com seu Órisá essas pinturas representam uma forma de proteção e fechamento de corpo, impedindo que os passáros das Àjé, pousem sobre o Iyawó.
Wáji = azul bondade Osún = vermelho boas notícias e o Efun = branco paz.
um cântigo para esta passagem e diz que não precisamos ter inveja de ninguém pois cada um de nós temos nossa própria essência.


Agbé lo laró Agbé passáro qe tem penas azuis

Ki raun aro Que nunca lhe falte o azul
Alukó lo lósun Alukó é é o passáro de penas vermelhas

Ki raun osún Que nunca lhe falte o vermelho
Lékeléke ki lo léfun Lékeléke é o passáro de penas brancas

Ki raun efun Que nunca lhe falte o branco
Emi ni yio léke òta mio Que eu fique acima de meus inimigos

sábado, 13 de novembro de 2010

Significado das cores

Todos inicidos candomblé passam pela pinturas que consiste no Osun, Oage e Efum muitas vezes misturados com o pó da pemba da mesma côr para não escorrer pelo corpo do íniciado, porém nunca é explicado o significado de cada um.
O Osun, elemento vegetal é o de uma madeira avermelhada que é usada para tingimento e tem o simbolismo de representar o èjé pupa sangue vermelho que faz parte awo(segredos do culto), Wájí conhecido como aró também usado para tinturas tem representação simbólica da sangue preto èjé dúdú representado pelo sangue vegetal das folhas, consideradas um elemento imprescíndevel em qualquer ritual.

O sangue vermelho compreende:

- Reino animal: corrimento menstrual, sangue humano ou animal;
- O sangue vermelho do reino vegetal: o epo, azeite de dendê, o osun pó vermelho extraído Pterocarpus planta:
- O sangue vermelho proviniente do reino mineral: cobre, bronze;

O sangue Branco:

- O sangue branco: do reino animal: sêmen, saliva, o hálito, as secreções, o plasma (caracol ígbín;
- O sangue branco do reino vegetal: a seiva, o sumo, o àlcool, e as bebidas brancas extraídas das palmeiras e de alguns vegetais, o íyérosun pó esbranquiçado extraído da arvore írósun:
O sangue branco do reino mineral: sais , giz, prata, chumbo etc..

O sangue preto compreende:
O sangue preto do reino animal: cinzas de animais;
O sangue preto do reino vegetal: o sumo escuro de certos vegetais, : o élu, é uma preparação á base do élu o pó azul chamado de wájì
O sangue do reino mineral: carvão, ferro etc..

domingo, 3 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A NATUREZA

A natureza é provida de energias que emanam de todas as partes, para nós do Candomble/Umbanda é importante saber que  a natureza se divide em três partes para conhecimento, temos elementos fundamentais para o  culto; sangue vermelho, branco e preto que são oriundos dos animais, vegetais e minerais.

terça-feira, 27 de julho de 2010

BORI

BORI: O que significa BO= comer ORI= cabeça

A finalidade do Bori é alimentar a cabeça
Voltando um pouco ao passado quando nós estavámos em Órum e era chegada a hora  de voltar a AYE, diante de Ifá e de Onibode relatamos tudo que vamos ser e fazer aqui na terra, dado o momento da concepção esquecemos tudo e deixamos em Órum uma réplica, aliás(nós somos a réplica), portanto Ifá é testemunha de tudo que aconteceu diante do relato.
Para sabermos o que é necessário para o Bori temos que consultar Ifá e a partir daí conseguimos ver e saber tudo para agradar o Ori, pois somente Ele é contudor das realizações na vida de qualquer ser humano.
Baba de Alá é responsável pela confecção de Oris muita vezes esquece de colocar os ingredientes necessários para tornar um ser humano feliz, com  prosperidade e realizações aí a razão de tomar bori e não tem validade pode ser quando a pessoa achar necessário.
Na feitura do Bori devemos colocar tudo(temperos,obi, orobò,comidas, bichos,flores,frutas,etc..), que Ori pedir, fazendo a ligação do Ori Inu (intrinsico) com Ori Odê(Orum).
Ori está ligado ao ser humano por 24 horas ele é como a  alma do Yaô,  portanto não deve-se dar comida ao Orisá, sem antes passar por Bori neste momento Ori adormece entre em equilibrio proporcionando poder das realizações,  cada Babalaorisa tem sua forma de seguir as raízes e de execultar esta tarefa tão importante dentro do candomblé.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

guerreiro zulu 
resistência da Raça





parecido Itaygè



quarta-feira, 26 de maio de 2010

ÌPÀDÉ

ÍPÁDÉ

Iremos abordar um assunto que é importante no ritual do candomblé pois a necessidade de fazé-lo é sempre quando na casa foi feito ORÔ,  e teve bichos de quatro patas.
É realizado sempre no período da tarde, só é feito a noite por ocasião do ritual fúnebre do Asésé e realizado com uma vela acesa,neste caso haverá referência a Ikú, a morte, e a cuia do Ìpáde será quebrada e irá no carrego.
Neste ritual é uma obrigação essencialmente feminina onde os homens não dança e que tem o comando das Íyámi, sendo Òsóróngá a principal entre elas.A participação masculina é restrita aos tabaques e a participação de um Ogan na apresentação do ritual.
Os filhos de santo (Yaos) devem ter a cabeça cobertas exceção para as duas que dançam, a Ýyádagan e a Íyámorò,  de um lado do barracão é estendida uma esteira onde os Yaos ficam ajoelhados como corpo curvados e a cabeça sobre os punhos, os Ègbónmis ficam ajoelhados e apoiados nos bancos as Íyálórisa, Babalórisa, Ekédis e Ogans ficam nas cadeiras no lado oposto das atabaques.
No centro do barracão ficam duas pessoas atuantes: Íyádagan ajoelhada sobre uma esteira apoiada no banquinho é encarregada de servir a oferenda; na sua frente fica de pé em movimento constante a Íyámoro e de costa para ela responsável pela condução da cuia com as oferendas; na falta destas poderá ser realizado pela Ájímúdá.
Entre uma e a outra estão no chão os elementos do ritual: Omi quartinha com água que acalma e fertiliza; Íyéfun que é farinha de mandioca crua que simboliza a fecundidade; Otí garrafa de aguardente o Éko que representa o corpo de todos, o dendê e o Igbá cuia onde serão depositado as oferendas e que representa a cabeça de todos.
Na porta de acesso a rua  é colocada uma vasilha com água que será usada no cantigos da Íyámi.
A cuia representa as cabeças de todos os participantes, por isso a cada volta a cuia passa por todas as cabeça; o akása representa  o corpo, devido a isto a Íyámóro traz a cuia junto ao seu corpo e quando sai do barracão nunca dá as costa sempre gira na porta.
Para complementação deste ritual há necessidade de entonação dos cântigos dentre eles:

Ìná Íná mójubaô
Íná Íná mojubaô

Íná Íná mojubaô
Íná Íná mojubá